Diego Araújo/ Sueli de Sá em 18/11/2009
A indústria paraibana Laboremus Indústria de Máquinas e Equipamentos Agrícolas Ltda ficou entre as melhores indústrias do país na Categoria Inovação e Produtividade - Micro e Pequena Indústria do Prêmio CNI 2009. A empresa conquistou o segundo lugar na categoria com o projeto "Gerador de Hidrogênio Eletrolítico de Pequeno Porte". A indústria com sede em Campina Grande já atua no mercado de bens de capital há quase 90 anos e ficou entre as finalistas ao lado dos Estados de São Paulo e Paraná.
A cerimônia de entrega do Prêmio CNI 2009, encerrou a programação do primeiro dia do 4º Encontro Nacional da Indústria - ENAI, em Brasília. O empresário Fabiano Dias de Souza recebeu o troféu das mãos do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, e do presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP), Francisco Gadelha.Momentos antes da entrega da premição, o presidente da CNI, Armando Monteiro, falou em seu discurso que a inovação é uma estratégia importante para que as empresas tenham a capacidade de enfrentar a concorrência cada vez mais acirrada. Monteiro disse ainda que, o Prêmio CNI ressalta esse valor da inovação, reconhecendo e valorizando as empresas que inovam seus produtos e processos. "Todos os cenários indicam que a inovação será fator de sobrevivência para as indústrias nos próximos anos", disse ele.O projeto desenvolvido pela empresa Laboremus com o apoio do SENAI através do Centro de Inovação e Tecnologia Industrial - CITI, já está em uso no mercado e é revestido de impactos sociais, econômicos, e tecnológicos já que as indústrias e laboratórios que realizam as análises químicas de componentes em alimentos terão mais qualidade e um menor custo, além de um incremento tecnológico e promoção da capacidade inventiva.O projeto paraibano foi aprovado no Edital SESI SENAI de Inovação. Trata-se de um reator acoplado a uma válvula hidropneumática a ser utilizada no processo de obtenção de hidrogênio, o que possibilita com sua operação um equilíbrio das pressões dos elementos, separados, hidrogênio e oxigênio, dentro do reator eletrolítico, eliminando dessa forma, a utilização de compressores para o uso dos gases. O hidrogênio, assim obtido, pode ser armazenado em estado gasoso em tanques de pressão ou resfriados até próximo à solidificação por processos de criogenia. Industrialmente o uso em forma gasosa é mais econômico face ao elevado custo do resfriamento.O Prêmio CNI é o justo reconhecimento para quem faz o Brasil crescer. Cada edição destaca as melhores práticas empresariais para viabilizar uma produção eficiente e sustentável, resultando no aumento de competitividade.Saiba mais sobre o Gerador de Hidrogênio EletrolíticoAs indústrias de pequeno e médio porte de alimentos consomem mensalmente em média, entre 1m³ a 15m³ de hidrogênio na realização de diversas análises pelo processo de cromatografia, com investimentos de aproximadamente 130.000,00/ano, ocasionando significativo impacto no preço final dos produtos. Há que se chamar atenção ainda para o fato de que as empresas que possuem ou estão em processo de implantação do sistema ISO nos segmentos alimentos e bebidas e sucro-alcooleiro, necessariamente utilizam por norma, cromatógrafo a hidrogênio.A estrutura do gerador foi construída em duas etapas, tendo início na oficina de metal mecânica do Centro de Inovação e Tecnologia Industrial, sendo realizada pelos técnicos do SENAI e dada seqüência na oficina da própria empresa parceira, com todo o devido acompanhamento dos técnicos do SENAI. Todo o processo de desenvolvimento do gerador, também foi acompanhado por um consultor técnico responsável pelo pedido de patente junto ao INPI. O equipamento desenvolvido no âmbito do projeto reúne eficiência, versatilidade e design arrojado, podendo ser facilmente transportado e instalado, apresentando baixo custo operacional e manutenção. Informações adicionais através do telefone: (83) 3182-0231.Fotos/Crédito: Sueli de Sá
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