Agência CNI em 10/06/2010
A Confederação Nacional da Indústria - CNI vê com preocupação o retorno da taxa Selic ao patamar dos dois dígitos. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de aumentar os juros em 0,75 ponto percentual, anunciada nesta quarta-feira, 8 de junho, confirma que o Banco Central espera que a economia brasileira cresça acima do desejável. Essa é uma avaliação equivocada, analisa a CNI.
Segundo os técnicos da instituição, o excepcional crescimento de 9% no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre não deve orientar as expectativas para o restante do ano, porque os incentivos fiscais, criados para amenizar o impacto da crise internacional sobre a economia brasileira, foram extintos em março.A CNI lembra ainda que o aumento do investimento foi mais intenso do que o do consumo para o crescimento da economia no primeiro trimestre. A maturação desses investimentos aumentará a capacidade de produção da indústria, o que reduzirá eventuais pressões inflacionárias no futuro.
Além disso, a evolução recente dos preços aponta para o arrefecimento da inflação, especialmente dos alimentos. Portanto, há espaço para que o ciclo de alta dos juros seja mais curto e de menor intensidade que o inicialmente previsto.Para a CNI, o desafio da política econômica é conduzir o país a um ritmo de crescimento elevado sem que a taxa básica de juros prejudique os projetos de investimentos das empresas. Afinal, os investimentos são decisivos para a manutenção do crescimento com estabilidade econômica.Ilustração: http://jangadeiroonline.com.br/
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