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CNI apóia projetos de produção mais limpa

Agência CNI em 15/06/2010

 

As empresas que investem em tecnologias de produção mais limpa ajudam no combate ao aquecimento global e podem aumentar o faturamento com a venda de créditos de carbono. Segundo relatório do Banco Mundial, publicado em maio deste ano, o mercado internacional de créditos de carbono cresceu 6% no ano passado em relação a 2008. Foram negociados cerca de US$ 144 bilhões de créditos de carbono em 2009. Para ajudar a inserir as empresas brasileiras nesse mercado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realiza cursos e seminários que orientam os empresários a elaborar projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL).
 
O MDL foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e permite que os países em desenvolvimento, como o Brasil, vendam parte da redução das emissões de gases do efeito estufa às empresas de países avançados. Essa relação comercial é auditada pela ONU, informa o analista de políticas e indústria da CNI, Mário Cardoso. “As indústrias de países ricos compram as reduções dos países em desenvolvimento, porque, de acordo com a atividade desenvolvida, a produção limpa pode ser muito cara”, diz Cardoso.
 
Para vender os créditos de carbono, as empresas devem elaborar projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo. Conforme Mário Cardoso, os projetos precisam definir produções industriais baseadas na sustentabilidade, a exemplo do aproveitamento de biomassa, como o bagaço de cana. Ao substituir o óleo diesel pela biomassa na geração de energia, as empresas reduzem as emissões de gases do efeito estufa. Uma parcela dessa redução de emissões pode ser vendida em forma de crédito de carbono. Para serem reconhecidos no mercado de carbono, os projetos precisam ser aprovados pelo governo brasileiro e pela ONU.
 
De 2006 até hoje, a CNI desenvolveu 33 atividades entre cursos e seminários sobre MDL para federações de indústrias, empresas e associações setoriais como papel e celulose, química e siderurgia. Os instrutores da CNI orientam empresários e técnicos das empresas a elaborar projetos nas áreas de floresta, energia, resíduos sólidos e líquidos. “As aulas ajudam os alunos a identificar os setores em que podem ser desenvolvidos projetos de MDL”, explica Mário Cardoso. Ele acrescenta que os projetos podem ser financiados por agências internacionais. “Elas recebem o pagamento do empréstimo com créditos de carbono, e assumem o prejuízo em caso de fracasso dos trabalhos.”
 
Atualmente 150 projetos de MDL de empresas brasileiras foram aprovados pela ONU. “Além das empresas conseguirem certificação da ONU no mercado de carbono, elas podem implantar uma nova cultura de sustentabilidade no ambiente de trabalho”, destaca Mário Cardoso.
 
Mais informações sobre os cursos de MDL estão no site da CNI, no link Capacitação em Mercado de Carbono. 
Fotos/Créditos: 3.bp.blogspot.com/.../

 


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