CINPB em 12/08/2010
Empresários brasileiros solicitam a entidades de comércio exterior que realizem missões empresariais para elevar o número de fornecedores chineses de máquinas e equipamentos, tecnologia e eletrônica. "Os empresários solicitaram à Amcham (Câmara Americana de Comércio) que tornasse possível uma missão compradora, ou seja, que facilitasse o contato entre as empresas do País e distribuidores chineses, para que os polos industriais se tornem mais modernos e competitivos", declarou ao DCI a gerente de Comércio Exterior da entidade, Camila Moura.
De acordo com Marcelo Vitorino, diretor Comercial da Damco, a missão condiz com o crescimento das exportações e da importância da China para o comércio brasileiro. "As empresas participantes da missão querem conhecer mais o mercado chinês, abrir portas do mercado brasileiro e, ao mesmo tempo, fazer contatos para posteriormente inserirem seus produtos na China", declarou o diretor."Com a missão, as importações tendem a aumentar no curto prazo e prejudicar ainda mais a balança brasileira. Contudo, no longo prazo as expectativas são de inversão e um aumento significativo nas exportações e queda nas importações", afirmou.Os setores de máquinas e equipamentos, autopeças, computadores, engenharia civil, infraestrutura e produtos químicos e eletrônicos devem ser beneficiadas com a missão."O objetivo é aproximar esses setores e agregar bastante valor aos produtos que serão vendidos posteriormente. É uma missão focada em desenvolver negócios e apoiar empresários, tendo em vista a importância mundial da China hoje e no futuro", aponta Marcelo Vitorino.Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), no primeiro semestre do ano passado foram comprados da China US$ 6, 768 bilhões, enquanto no mesmo período deste ano o Brasil já importou US$ 10,760 bilhões.O saldo comercial, no entanto, ainda foi favorável para o Brasil em US$ 2,7 bilhões no primeiro semestre de 2010."Nós devemos ampliar as importações provenientes da China em 20% neste ano em comparação com 2009. Para 2011, a previsão é de crescimento ainda na mesma base (20%), depois disso não sabemos se haverá uma inversão nas rotas de comércio, passando a importação ser maior por parte da China desses produtos", pontuou Vitorino."Eu não vejo limite para crescimento, em função do comércio pequeno da presença na China. Se compararmos o fluxo entre China e Europa é muito superior. Temos um potencial difícil de medir para a entrada de produtos brasileiros na China", relata."O preço chinês é mais vantajoso do que qualquer país do mundo. Por isso vamos comprar de lá. As compras da China não irão prejudicar o mercado interno, pelo contrário, vamos reerguer o mercado", frisa Vitorino."Além de todo o suporte durante a missão, o grande diferencial é que ofereceremos uma preparação prévia para que os participantes possam entender o complexo mercado chinês, principalmente no que diz respeito às questões tributárias, logísticas e culturais", destaca Moura. Outra facilidade proporcionada pela Amcham é a presença de um tradutor/intérprete por empresa participante ao longo da viagem, o que facilita a abordagem e a rapidez dos contatos e contratos de negócios sejam concluídos.A primeira etapa da missão, que tem início em 11 de outubro, será em Hong Kong, que possui uma economia marcada por políticas de mercado mais livres que as chinesas e tem como setores destacados equipamentos eletrônicos e informática. Os empresários brasileiros na ocasião irão visitar a Global Source Electronics and Components China Sourcing Fair e a Hong Kong Electronic Fair, duas das maiores feiras de tecnologia do país.Fotos extraídas dos sites: www.revistaportuaria.com.br e www.fiescnet.com.br
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