
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) participa da 114ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT), realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça entre os dias 1º e 12 de junho. Considerado o principal fórum mundial de debates sobre relações do trabalho, o evento vai reunir representantes de governos, empregadores e trabalhadores dos 187 estados-membros da organização.
Nesta edição, os debates estarão concentrados em temas que vêm transformando o mercado de trabalho global, como o trabalho em plataformas digitais, o fortalecimento do diálogo social e do tripartismo, a igualdade de gênero e a aplicação de convenções e recomendações internacionais.
Para o vice-presidente da Organização Internacional dos Empregadores (OIE), representante da CNI junto à OIT desde 2010 e presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, a participação da instituição permite levar aos debates internacionais a experiência da indústria brasileira diante das transformações que impactam o mundo do trabalho.
“O futuro do trabalho deve ser debatido a partir de soluções que estimulem a inovação e a produtividade, sem perder de vista sustentabilidade das empresas e a proteção social. A contribuição da CNI é levar para o debate internacional a experiência da indústria brasileira e der uma regulação equilibrada, capaz de acompanhar as novas formas de trabalho”, afirma Furlan.
Transformações no mundo do trabalho
As mudanças tecnológicas, a digitalização da economia e o surgimento de novos modelos de trabalho têm ampliado os desafios relacionados à regulação, à produtividade e à proteção social. Esses temas estão entre os principais assuntos discutidos na conferência deste ano.
De acordo com a superintendente de Relações do Trabalho da CNI, Sylvia Lorena Sousa, a instituição tem contribuído para a construção de soluções mais equilibradas nos debates internacionais.
“A CNI contribui para os debates sobre o futuro do trabalho com uma atuação técnica, propositiva e orientada ao equilíbrio entre inovação, competitividade, segurança jurídica e proteção social. Defendemos que essas respostas sejam construídas com diálogo, responsabilidade e aderência, que permita a adaptação dos modelos produtivos às novas formas de trabalho, sem comprometer a sustentabilidade das empresas nem a proteção dos trabalhadores”, destaca Sylvia.
