
Valorizar as diversas formas de cognição, percepção, aprendizagem e expressão, por meio de um trabalho sensível que une educação, cultura e inclusão em um mesmo ambiente. Essa é a proposta do projeto “Experiências que Conectam: Cultura, Cores e Neurodiversidade”, desenvolvido pelo SESI Paraíba, cujas atividades tiveram início nesta quarta-feira (15), no SESI Museu Digital, em Campina Grande.
A iniciativa, desenvolvida pela primeira vez na instituição, é voltada à inclusão de pessoas neurodivergentes e à sensibilização da comunidade, utilizando a cultura como instrumento de transformação social e enfatizando o respeito às diferenças. Representando o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB), Cassiano Pereira, a empresária Narriman Pereira ressaltou a função social do projeto.
“É um momento muito significativo para a FIEPB e para o SESI Paraíba, uma vez que estamos acolhendo, neste museu, um projeto tão sensível e importante para promover e valorizar a neurodiversidade. Além disso, é uma ação que reflete a essência deste novo tempo do Sistema FIEPB, comprometido não apenas com o fortalecimento da produtividade da indústria, mas também com a valorização do ser humano”, enfatizou Narriman Pereira.
A superintendente do SESI Paraíba, Silvia Pereira, também pontuou que o projeto “é uma iniciativa pioneira, que promove acolhimento para pessoas neurodivergentes. Além disso, é um projeto que utiliza o SESI Museu Digital não só para a sua destinação cultural, mas que também cumpre uma função social e educacional, promovendo, assim, a inclusão”.
Também participaram da abertura do projeto o 2º tesoureiro da FIEPB, José Edivaldo Sousa, e a gerente de Cultura do SESI Paraíba, Celênia Rodrigues.

Neurodiversidade e acolhimento
Por meio de vivências culturais, educativas e artísticas, o projeto “Experiências que Conectam: Cultura, Cores e Neurodiversidade” será desenvolvido no SESI Museu Digital até o dia 15 de maio. Conforme a programação, o público é recebido pela atriz e contadora de histórias Suellen Maria, que apresenta o tema da neurodiversidade de forma lúdica e interativa.
“Eu me sinto muito orgulhosa de participar desse projeto, já que venho observando crianças típicas e não típicas em escolas e em outros lugares onde atuo, entendendo como a contação de histórias pode ajudar. Espero que esse projeto possa beneficiar não só as crianças, como também professores, coordenadores e os pais”, afirmou a artista.
Em seguida, o público participa de uma visita guiada ao acervo do SESI Museu Digital, com suporte dos monitores do espaço. Depois, no cinema do museu, a psicopedagoga Ana Maria Sobreira conduz uma roda de conversa, abordando, de forma didática e acessível, a relação entre pedagogia e saúde mental.
“Participar desse projeto é uma imensa honra e uma alegria. Estamos realizando algo pioneiro, para impactar todo tipo de público, para que as pessoas possam compreender como o cérebro se conecta com o outro, dentro da sua forma de ser. A intenção é que, juntos, possamos combater todo e qualquer tipo de exclusão e de ignorância relacionada às pessoas neurodivergentes”, explicou Ana Maria.
Encerrando as atividades, a artesã Joseane Melo conduz uma atividade interativa, na qual os participantes podem expressar suas percepções por meio de pintura em tela, desenho, escrita e confecção de brinquedos artesanais. “Eu me sinto realizada de poder compartilhar a minha arte com outras pessoas, para que elas possam expressar o que estão sentindo através dos brinquedos e da pintura”, disse Joseane Melo.
Visitas agendadas
O projeto será desenvolvido às terças, quintas e sextas-feiras, com foco em estudantes do ensino fundamental, de escolas públicas e privadas, além de outros grupos interessados no assunto, a partir do agendamento prévio com a equipe do SESI Museu Digital. O agendamento deve ser feito pelo WhatsApp, por meio do número (83) 98115-4894, com confirmação sujeita à disponibilidade nas datas previstas para o projeto.
Texto/ Colaboração | Déborah Souza







